Coro Sinfônico

Na década de 1960, Porto Alegre se desenvolvia em diversos setores, incluindo no da cultura. A cidade vinha levantando demandas no terreno artístico e, de tempos em tempos, se discutia a constituição de um corpo de cantores que suprissem as necessidades coralísticas da maior entidade musical local, a Orquestra Sinfônica de Porto Alegre. A Ospa estava em franco crescimento, e exigia um grupo coral que pudesse atuar nas suas montagens operísticas e concertos. O coro profissional foi fundado em fins de dezembro de 1969, quando foram realizados os primeiros testes com cantores locais. No início, seus regentes foram o maestro Nestor Wennholz e professora Helena Weinberg.

O Coro atuou ininterruptamente até 1979, quando foi dissolvido. Nesse período, apresentou obras de grande porte como os Réquiens de Fauré, Brahms e Britten, a Nona Sinfonia de Beethoven e a Missa da Coroação de Mozart, além de ter tomado parte em diversas montagens de óperas encenadas como “As Bodas de Fígaro”, de Mozart, “Contos de Hoffmann”, de Offenbach, “La Bohéme”, de Puccini, “Carmen”, de Bizet e “Lo Schiavo”, de Carlos Gomes. No final de 1983, já com o maestro Eleazar de Carvalho à frente da Ospa, o grupo foi reativado, tendo reestreado em 1984, na inauguração do Teatro da Ospa, interpretando, mais uma vez, a Nona Sinfonia de Beethoven.

Atualmente, o Coro, formado por aproximadamente 80 cantores amadores, tem como regente titular o maestro Manfredo Schmiedt, que ocupa o cargo desde 1992. Além de participações marcantes na programação da Ospa, o grupo também realiza concertos com outras orquestras ou grupos instrumentais. Em seu repertório estão obras de Beethoven, Mahler, Mendelssohn, Gounod, Brahms, Bach, Haendel, Haydn, Vivaldi, Verdi, Puccini, Bizet, Rachmaninoff, Stravinsky, Rimsky-Korsakov, Tchaikovsky, Mussorgsky, Borodin, entre outros. Na temporada 2016 da Ospa, os cantores se destacaram nas montagens encenadas de “Don Pasquale”, de Donizetti, e de “Carmina Burana”, de Orff, além da interpretação do “Requiem” de Mozart e do “Choros nº 10” de Villa-Lobos. Em 2017, já fizeram concertos solo e cantaram a “Sinfonia nº 1” de Scriabin.