Sala Sinfônica OSPA
Em abril de 2004, no intuito de viabilizar a tão necessária construção de uma sede própria, foi criada a Fundação Pablo Komlós, tendo como Presidente o Sr. Lauro Schirmer e contando com membros da comunidade porto-alegrense. Em 2006, Luiz Osvaldo Leite assume a presidência.
Assim, é fundamental para a Fundação dotar sua orquestra de uma sede própria para abrigar em condições adequadas seu público e seu conjunto orquestral.
Mantida e administrada pelo Governo do Estado do Rio Grande do Sul a OSPA é um órgão da Secretaria Estadual de Cultura e atinge todas as classes sociais, econômicas e culturais.
A Escola de Música, mantida pela Fundação, há 30 anos forma gratuitamente profissionais para orquestras e um Coral Sinfônico, integrado por mais de 100 cantores.
A necessidade de espaços compatíveis com seus programas levou a Fundação Orquestra Sinfônica de Porto Alegre a buscar soluções, juntamente com a Associação de seus Funcionários, que compreendem a edificação de uma Sala Sinfônica voltada primordialmente para a música erudita e instrumental e de áreas complementares para abrigar os arquivos musicais e demais atividades de apoio aos seus projetos sócio-culturais.
A Sala Sinfônica da OSPA será construída em terreno especialmente cedido para este fim no Parque Maurício Sirotsky Sobrinho. A partir de Lei sancionada pelo Prefeito Municipal de Porto Alegre, José Fogaça e aprovada por unanimidade pela Câmara Municipal de Vereadores. O equipamento cultural, de grande importância para cidade, ficará extremamente qualificado com a implantação neste sítio que possibilita o fácil acesso e deslocamento dos usuários de qualquer região da cidade, utilizando a infra-estrutura urbana existente.
A capacidade da Sala Sinfônica será de 1.500 lugares, com uma ocupação de 3.600m², cujo aproveitamento de área edificada é de 12.827,00m² e com 24,95m de altura.
A implantação proposta visa voltar a edificação para o parque e para o rio, uma das visões mais privilegiadas da cidade, com a permanente preocupação que a Sala Sinfônica esteja totalmente inserida na paisagem urbana. Assim, o objetivo é que o equipamento cultural qualifique o entorno e tenha grande relevância social para a comunidade, tornando-se um centro de excelência musical.
A volumetria do projeto propicia ao público, a cada nível de foyer, uma nova visual ímpar da cidade.
O estacionamento será localizado, conforme determinação legal, em terreno ao sul da Câmara Municipal, com o total de 375 vagas, servindo ao parque e compartilhado com a OSPA em dias de espetáculo. Porém, sem possibilidade de exploração comercial pela OSPA. O fluxo viário será o atual utilizado para o acesso da Câmara e vale ressaltar que os horários de funcionamento de ambas as instituições são compatíveis.
A implantação da edificação no terreno é fiel à topografia e vegetação existente, integrando completamente o equipamento ao meio ambiente.
A premissa da sala sinfônica é a qualificação acústica internacional e foi desenvolvida pela mesma equipe que trabalhou no projeto da Sala São Paulo Estação Júlio Prestes. A Sala Sinfônica tem o formato tipológico “Shoe Box” e foi amplamente estudada e discutida entre maestros e músicos da Ospa e as equipes de projeto de Porto Alegre, São Paulo e Boston.